A trama é tão simples quanto mágica: um menino encontra um balão vermelho preso a um poste, quando vai à escola. Ele pega a bexiga mas, ao chegar em casa, a avó solta o balão pela janela. Demonstrando uma estranha lealdade, o balão se recusa a ir embora e passa a seguir o garoto pelas ruas de Paris.
Junto com seu balão, Pascal (Pascal Lamorisse, filho do diretor) enfrenta os ritos de passagem para a vida adulta, como a perda, a descoberta do amor, o medo e a ansiedade.
A bexiga, ora um fantasma, ora um anjo da guarda ou até mesmo um cachorro de estimação, parece ser o símbolo de despedida da infância, o último brinquedo - aquele para se lembrar a vida toda.
O vermelho do balão surge como um grito colorido em meio a uma Paris melancólica, dominada por tons pastéis, cinzas e marrons.
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Ser criança é criar fantasias e construir, ao longo da vida, uma filosofia recheada de sentimentos. Ser criança é correr contra o vento e tentar pegá-lo, capturá-lo, mesmo que por apenas alguns segundos, num balão. Ser criança é fazer bolinhas de sabão ao entardecer e acreditar que nunca vai envelhecer. Mas um dia toda criança terá que crescer e, quando isto acontecer, muitas vezes, a maioria perde o encantamento da juventude e, mesmo aquelas que se iludem com a promessa de beleza eterna, se perdem diante da primeira frustração.
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Um comentário:
Oi Veri... agor já tenho o blog, adiciona ai o endereço: irene-revistaeletronica.blogspot.com.
irene-revistaeletronica.blogspot.com. valeu, beijos.
Irene.
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