terça-feira, 16 de setembro de 2008

Idéias para a resenha

O balão vermelho, o menino nas ruas de Paris
Veridiana H. Lacerda

Do diretor Albert Lamorisse, o filme O Balão Vermelho, se passa em apenas trinta minutos um encanto inerente ao imaginário infantil. É um filme educacional da década em 1968, o filho de Lamorisse, Pascal, é um garoto solitário nas ruas de Paris, que encontra um balão vermelho amarrado a um poste de iluminação. Ao "libertar" o balão de sua prisão, ganha sua estima e lealdade, e o amigo passa a seguí-lo por Paris, por bondes, escolas, becos e avenidas. Professores, parentes e amigos tentam tirar o balão do garoto, mas ambos fogem e aprontam, brincam de esconder, inventam planos para enganar todo mundo, como velhos amigos.
Na seqüência um grupo de garotos persegue nosso protagonista e seu "amigo inseparável, balão " com pedras pelos becos labirínticos da cidade. Com o desfecho, de uma multicolorida revolta de balões.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A trama é tão simples quanto mágica: um menino encontra um balão vermelho preso a um poste, quando vai à escola. Ele pega a bexiga mas, ao chegar em casa, a avó solta o balão pela janela. Demonstrando uma estranha lealdade, o balão se recusa a ir embora e passa a seguir o garoto pelas ruas de Paris.

Junto com seu balão, Pascal (Pascal Lamorisse, filho do diretor) enfrenta os ritos de passagem para a vida adulta, como a perda, a descoberta do amor, o medo e a ansiedade.

A bexiga, ora um fantasma, ora um anjo da guarda ou até mesmo um cachorro de estimação, parece ser o símbolo de despedida da infância, o último brinquedo - aquele para se lembrar a vida toda.

O vermelho do balão surge como um grito colorido em meio a uma Paris melancólica, dominada por tons pastéis, cinzas e marrons.




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Ser criança é criar fantasias e construir, ao longo da vida, uma filosofia recheada de sentimentos. Ser criança é correr contra o vento e tentar pegá-lo, capturá-lo, mesmo que por apenas alguns segundos, num balão. Ser criança é fazer bolinhas de sabão ao entardecer e acreditar que nunca vai envelhecer. Mas um dia toda criança terá que crescer e, quando isto acontecer, muitas vezes, a maioria perde o encantamento da juventude e, mesmo aquelas que se iludem com a promessa de beleza eterna, se perdem diante da primeira frustração.

O BALÃO VERMELHO (1956)



O balão vermelho", em que um garoto (vivido pelo filho do próprio diretor) encontra um balão bem colorido nas ruas de uma Paris cinzenta para descobrir, logo em seguida, que aquela bola flutuante o seguirá por toda parte, mesmo quando ele não a está segurando, obedecendo, inclusive, suas ordens.
Praticamente sem falas, esse média-metragem encanta ao retratar de forma bem lúdica os conflitos e descobertas da infância em relação às normas e condutas do universo adulto, às perdas, ao primeiro sinal de uma paixão... As cenas em que o balão "vinga" seu dono ao perseguir o diretor da escola que o deixou de castigo remetem ao humor chapliniano, em que trejeitos, rodopios, saltos e caretas são as estrelas do riso. A seqüência em que um grupo de garotos persegue nosso protagonista e seu "balão de estimação" com pedras e bodoques pelos becos labirínticos da cidade também é digna de nota. E o desfecho, com uma multicolorida revolta de balões, é inesquecível e encerra em grande estilo a película que ganhou a Palma de Ouro em curta-metragem e o Oscar de roteiro original (até hoje único no formato), batendo "La strada", obra-prima de Fellini, que acabou levando a estatueta de melhor produção estrangeira.

O Balão Vermelho, de Albert Lamorisse


O Balão Vermelho preserva magia da infância

O Balão Vermelho, de Albert Lamorisse, consegue em apenas trinta minutos e em mais de 40 anos de existência manter o encanto inerente ao imaginário infantil. O filme ganhou o Grande Prêmio para médias do Festival de Cannes e o Oscar por Melhor Roteiro Original, além de vencer o prêmio de melhor filme educacional da década em 1968, concedido pela New York Film Critics.
O filho de Lamorisse, Pascal, é um garoto solitário nas ruas de Paris. Encontra um balão vermelho amarrado a um poste de iluminação. Ao "libertar" o balão de sua prisão, ganha sua estima e lealdade, e o bojudo amigo passa a seguí-lo por Paris, por bondes, escolas, becos e avenidas.
Professores, parentes e amigos tentar tirar o balão do garoto, mas ambos fogem e aprontam, brincam de esconder, inventam planos para enganar todo mundo, como velhos amigos. Lamorisse fez um filme sobre a leveza, onde a dimensão poética ainda é capaz de atingir uma geração que não conhece a liberdade de andar livremente pelas ruas das cidades. Albert Lamorisse era um apaixonado pelo ar livre. Morreu em um acidente de helicóptero, quando filmava tomadas aéreas no Irã.