quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O BALÃO VERMELHO (1956)



O balão vermelho", em que um garoto (vivido pelo filho do próprio diretor) encontra um balão bem colorido nas ruas de uma Paris cinzenta para descobrir, logo em seguida, que aquela bola flutuante o seguirá por toda parte, mesmo quando ele não a está segurando, obedecendo, inclusive, suas ordens.
Praticamente sem falas, esse média-metragem encanta ao retratar de forma bem lúdica os conflitos e descobertas da infância em relação às normas e condutas do universo adulto, às perdas, ao primeiro sinal de uma paixão... As cenas em que o balão "vinga" seu dono ao perseguir o diretor da escola que o deixou de castigo remetem ao humor chapliniano, em que trejeitos, rodopios, saltos e caretas são as estrelas do riso. A seqüência em que um grupo de garotos persegue nosso protagonista e seu "balão de estimação" com pedras e bodoques pelos becos labirínticos da cidade também é digna de nota. E o desfecho, com uma multicolorida revolta de balões, é inesquecível e encerra em grande estilo a película que ganhou a Palma de Ouro em curta-metragem e o Oscar de roteiro original (até hoje único no formato), batendo "La strada", obra-prima de Fellini, que acabou levando a estatueta de melhor produção estrangeira.

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